QUATORZE DE AGOSTO – POEMA DO MINISTRO GOMES DE BARROS

CLÁUDIO SINOÉ ARDENGHY DOS SANTOS
Advogado, Mestre em Processo Civil pela PUCRS

 

 

Vale ler o seguinte poema do Ministro Gomes de Barros:

QUATORZE DE AGOSTO

Votos iguais 

Recursos inúteis 

 

Da monotonia 
O tédio profundo 
Faz com que a turma 
Se alheie do mundo 


Quinhentos processos 
Passaram por nós 
Que os deglutimos 
Sem dó e sem pena 
Com a indiferença 
De férrea moenda 


O STJ 
Tão bem concebido 
Sucumbe à sina 
De se transformar 
Em reles usina 


E cada ministro 
Perdendo o valor 
Torna-se um chip 
De computador 


Quatorze de agosto 
Oh, quanto desgosto 


Fazemos agora 
Bem desatentos 
a sessão mais aborrecida 
E mais enervante 
De todos os tempos 


* Autor: Humberto Gomes de Barros | Ministro do STJ

 

Realmente nos faz refletir como andam as reformas processuais e o brete que podem apinhar ainda mais o Superior Tribunal de Justiça com recursos para a interpreção de tantos novos e inúmeros artigos. Aplausos ao Ministro pela coragem de num poema demonstrar a realidade hodierna do direito.

SANTOS, Cláudio Sinoé Ardenghy dos. QUATORZE DE AGOSTO – POEMA DO MINISTRO GOMES DE BARROS. Revista Páginas de Direito, Porto Alegre, ano 7, nº 544, 25 de janeiro de 2007. Disponível em: http://www.tex.pro.br/tex/listagem-de-artigos/200-artigos-nov-2007/5552-comentarios-aos-arts-315-a-318-do-cpc-da-reconvencao

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ISSN 1981-1578

Editores: 

José Maria Tesheiner

(Prof. Dir. Proc. Civil PUC-RS)

Mariângela Guerreiro Milhoranza

(Professora na Pós Graduação em Direito e Processo do Trabalho da PUCRS
e Professora da Faculdade de Direito da FACOS)

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